Boo-box | Serviço brazuca integra seu blog com o Mercado Livre

Por Gilberto Jr, dia 1/02/07. 1 comentário »

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Ano passado eu reclamava que não havia nenhuma iniciativa de web 2.0 brasileira realmente revolucionária e com potencial para competir com os grandões no mundo inteiro. Eu dizia que nós temos a melhor publicidade, criatividade, ótimos programadores… o que faltava? Faltava iniciativa. Bem, faltava.

Conversei ontém com meu amigo Marco Gomes que é o desenvolvedor do boo-box, um excelente serviço que ajuda os blogueiros a monetizarem seu conteúdo.

O serviço foi, até onde eu sei, o primeiro brasileiro a chamar atenção do super-blog-sobre-web2.0 Techcrunch.com. E não foi só isso. Há mais uns 400 outros blogs e sites falando sobre “the new brazillian startup” (a nova empresa brasileira), em tantas línguas que meu navegador nem entende os caracteres de algumas.

Direção de arte, publicidade e programação impecáveis.

Não vou perder meu tempo explicando como funciona o serviço. Prefiro que você veja a excelente animação no site do serviço. É uma demonstração (vejam como se faz, gringos!) de que a web 2.0 não precisa ser minimalista no design, não precisa ter aquela carinha de interface feita por programadores, pode ter a riqueza visual que nossa cultura brasileira exige dos designers.

Até onde eu tenho acompanhado a programação também é bastante redonda, tudo funcionando direitinho, sem bugs, sem preguiça… Enfim, o Marco Gomes caprichou :)

NOVIDADE EM PRIMEIRA MÃO: Aperto de mãos com o Mercado Livre!

mercadolivreQuem já conhecia o boo-box antes de ler esta postagem sabia que eles já têm a ótima integração com a Amazon. Mas isso me incomodava bastante pois o brasileiro, geralmente, não gosta de comprar coisas na gringolândia. Mal temos uma cultura de comprar em sites brasileiros!

Gostamos mesmo é de comprar os usadinhos (ou novos tão baratos que duvidamos da procedência, mas compramos sem muita dor na consciência) do Mercado Livre. Com esta integração, o serviço ficou bem mais ao gosto do brasileiro. Pra melhorar, poderiam pensar em uma integração com o submarino também né.

Como você pode conferir na demonstração, a API do mercado livre é meio lentinha, e isso pode ser um problema sério para o sucesso do serviço no brasil.

Dá pra ver a identidade brasileira aí ?

Tenho visto que alguns dos novos e melhores serviços brasileiros de web 2.0 são meshups, programas que misturam coisas que antes estavam isoladas. Posso estar viajando, mas vejo aí um gostinho de brasilidade. A final, a mistura (de raça, de cor, de credos, de culturas, etc) é a brisa que o Brasil beija e balança.

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Amazon quer ser a estrutura da web 2.0.

Por Gilberto Jr, dia 21/12/06. 1 comentário »

amazonlogo.jpgAcabei de assistir à conversa entre Tim O’Reilly e o fundador da Amazon, Jeff Bezos, gravada na Web 2.0 Conference deste ano.

A conversa começou com Jeff apresentando os impressionantes números da Amazon - 61 milhões de contas ativas, por exemplo.

Depois disso ele apresentou alguns dos serviços que a Amazon oferece para desenvolvedores: S3 (Simple Storage Service) e EC2 (Elastic Compute Cloud). Anoto minha impressão sobre os dois serviços:

S3 (Simple Storage Service)
É um serviço impressionante de armazenamento de dados. Você paga somente pelo que usa:

  • 15 centavos de dolar por GB-Mês de espaço usado.
  • 20 centavos de dolar por GB de dados transferidos.

Tudo isso com APIs que tornam simples e fácil integrar seus sistema ao serviço.
Veja a página do S3 na Amazon.

EC2 (Elastic Compute Cloud)
É um serviço de processamento de dados. Como o S3, você paga conforme o uso. Assim você não precisa se preocupar com escalabilidade de processamento do seu servidor. Alguns testemunhos espontâneos dizem que depois de usar o EC2 o sistema nunca mais caiu.
Veja a página do EC3 na Amazon.

O foco dos web services da Amazon.

Estes dois serviços são usados por clientes como Microsoft e o super-hype Second Life. Mas o foco é nos pequenos desenvolvedores.

Segundo Jeff, a idéia é que no futuro será possível ir da idéia inicial a um produto de sucesso rapidamente. Atualmente há um monte de “trabalho sujo” de infra estrutura entre as duas coisas.

Ele diz que este trabalho sujo (como hospedagem, largura de banda, hardware, legado de software, decisões de compra, armazenagem de dados, servidores, capacidade de processamento, etc) ocupa 70% da energia e dinheiro das empresas.

A idéia é que essa energia seja voltada para seu produto, e que o trabalho sujo fique com a Amazon, que realmente cobra barato pelo serviço.

A plataforma de infra-estrutura da Amazon é rápida, flexivel, simples de usar e self-service. Com isso, Jeff espera aproveitar o efeito longtail e ganhar dinheiro acompanhando o crescimento de pequenas empresas de web 2.0.

A conversa entre Jeff e Tim.

Tim fez a Jeff a perfunta fundamental: Porque vocês estão oferecendo estes serviços?

Jeff respondeu que a Amazon faz isso (gerenciar infraestrutura) há 7 anos. É nisso que eles são realmente bons. E isso pode dar um bom dinheiro um dia. É uma boa oportunidade de negócio. Disse ainda que a melhor pergunta é: porque não?

O fundador da Amazon explicou também que agora a Amazon tem três focos de negócio: consumidor, revendedor e desenvolvedor.

A estrutura da web 2.0.

Jeff também deu sua definição pessoal de web 2.0. Segundo ele “Web 2.0 é computadores falando com computadores”.

Pelo jeito a Amazon quer ser a infra estrutura da web 2.0, oferecendo serviços com excelente custo-benefício que sejam interessantes tanto para as startups quanto para empresas grandes. É bom ficar de olho nos próximos serviços lançados, minha aposta é em uma plataforma de pagamento.

Veja aqui o vídeo completo da conversa.

Veja aqui a transcrição da conversa.

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