Por que não usar web 2.0 e redes sociais no ensino?

Por Gilberto Jr, dia 7/12/06. 2 comentários »

Artigo de Humberto Zanetti no Webinsider fala sobre as vantagens da web 2.0 para a área da educação. Alguns trechos:

O aluno pode se tornar um agente pensante que veja nessas ferramentas [wikis e blogs] a oportunidade ideal, estimulado pela possibilidade de formar e trocar conhecimentos. O professor por sua vez terá a oportunidade de verificar aspectos muitas vezes difíceis de serem identificados na sala de aula, como a capacidade de elaborar textos, pesquisar sobre um assunto, dar uma opinião e debater a de outros.

Essa rede de comunicação também pode agregar valores à instituição de ensino. Um wiki bem desenvolvido, por exemplo, pode ser usado como ferramenta de pesquisa para alunos futuros, formando uma enciclopédia particular.

Realmente o ambiente educacional, tão prolífico em novas idéias, tem tudo a ver com web 2.0. Aproveitar a inteligência coletiva dos alunos para trazer benefícios para os próprios alunos é muito interessante. Ferramentas como wikis e comunidades podem ajudar também na difícil tarefa de encorajar a colaboração entre alunos de turmas e disciplinas diferentes.

Leia o artigo completo no webinsider.

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Entrevista com Tim O’Reilly: “Web 2.0 é aproveitar a inteligência coletiva”.

Por Gilberto Jr, dia 6/12/06. 1 comentário »

tim Tim O’Reilly fala sobre o que é web 2.0, sobre conteúdo gerado pelo usuário e dá algumas explicações muito interessantes sobre a “sabedoria das multidões”.

Confira alguns trechos selecionados e separados por categorias:

O que é web 2.0.

“Muita gente está tentando degradar o termo e transformá-lo em outra versão da bolha das ponto.com original. Não me canso de falar: ‘Não, não, não, há algo muito importante acontecendo aqui!’. Diversas idéias envolvidas na minha concepção de Web 2.0 são consideravelmente difíceis. É ótimo vê-los compreendendo, gradativamente. Até que as pessoas se dão conta: ‘Oh, não se tratam apenas de mashups [combinação de serviços on-line], mas é na verdade uma idéia de aproveitar a inteligência coletiva’. As pessoas estão começando a entender.”

O que é melhor, pagar para desenvolver conteúdo ou conteúdo gerado pelos usuários ?

“As pessoas também reconhecem que, se você oferecer uma pequena contribuição para um trabalho coletivo, não precisa necessariamente ser pago. […] A meu ver, voluntários apaixonados na verdade valem mais do que pessoas pagas. Se você consegui-los, melhor. Se não, pagar as pessoas é uma boa segunda opção. Mas se você olhar os resultados, diria que não funciona tão bem.”

A sabedoria das multidões é confiável ?

“Depende muito de como a técnica é usada. Se for um simples algoritmo de votação, sim. Sites como o digg.com, que permitem que as pessoas sugiram notícias, são facilmente feitos de refém. Mas o Google possui um tipo de elemento de ’sabedoria das multidões’ — ele leva em consideração quantos outros sites conectam-se a uma determinada página. Ao mesmo tempo, ainda há pessoas questionando a qualidade dos resultados. […] O spam é um exemplo da insanidade das multidões. Mas pode também ser combatido pela sabedoria das multidões.

“Leia a história! Há uma versão oficial de quase tudo e que deixa muitos fatos de lado. Está errado. Se isso vale para a Wikipedia, vale na mesma proporção para um livro de escola. A Wikipedia, de modo geral, tem menos probabilidade de ser tendenciosa do que um livro didático. Tudo que fazemos é uma seleção da realidade. As pessoas esquecem disso? Sem dúvida. Essa é uma grande fonte de desordem em nossas sociedades.”

Conteúdo gerado pelo usuário é confiável ?

“Analise a história das comunidades de software livre. A história delas é bem longa, sendo assim um bom exemplo. Elas possuem uma abordagem em camadas e a Wikipedia copiou muito disso, o que explica seu ótimo trabalho. Qualquer pessoa pode fazer uma sugestão, enviar um relatório de falhas, enviar uma correção. Mas isso não é usado a menos que alguém em algum círculo interno diga: ‘Essa é boa, vou aplicar’. E você só é convidado a fazer parte desse círculo interno depois de ter enviado um número suficiente de atualizações consideradas úteis. Assim surgem círculos menores sucessivamente. […] A Wikipedia é boa demais! Lá é possível obter uma explicação concisa e muito bem elaborada de praticamente tudo.”

Se as pessoas forçarem o serviço até o ponto em que pare de funcionar…

“…os usuários irão se afastar. Eric Schmidt [diretor-executivo do Google] costuma dizer uma ótima frase internamente no Google: ‘Não lute contra a internet.’ Quando criar novos serviços, pense: ‘Onde eles realmente querem ir?’. A internet é um pouco como a gravidade. Há truques que se pode usar para combater a gravidade, para voar, mas tudo deve ser feito com perfeição.”

Entrevista completa no G1.

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(Parte 3) Google se rende ao sucesso do Yahoo! Answers

Por Frederick van Amstel, dia 1/12/06. 1 comentário »

Número de acessos não é a única métrica de sucesso que existe.

O Yahoo pode ter milhares de acessos a mais que o Google, mas o modelo do Google rendeu financeiramente desde o primeiro dia de funcionamento, pois as respostas são pagas. No início, o Yahoo Answers tinha anúncios de texto contextuais, mas depois tiraram, sinal de que não eram muito clicados. Como será que eles pretendem ganhar dinheiro com isso?

Acredito que o Google resolveu fechar o Answers porque não conseguiu ainda descobrir um jeito de aproveitar os dados inseridos nas perguntas e respostas para melhorar seu buscador.

Como a renda é muito pequena por essas transações, não vale mais à pena manter a estrutura para ficar catando tostões. Tenho certeza que a porcentagem financeira sobre as transações não era o objetivo primordial.

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(Parte 2) Google se rende ao sucesso do Yahoo! Answers

Por Gilberto Jr, dia 1/12/06. 2 comentários »

O serviço do Yahoo, que foi lançado a menos de um ano, é aberto a toda a comunidade, o conteúdo é gerado pelo usuário, que não paga nada para perguntar ou responder. Já no serviço do Google o usuário tem que pagar para fazer uma pergunta. Talvez esteja aí o motivo do sucesso de um e fracasso do outro.

O Yahoo focou seu serviço na comunidade, as respostas são avaliadas pelos usuários, o serviço é mais divertido, enquanto o Google focou nos “experts” que recebem um trocado por responderem as perguntas.

No entanto, a estratégia do Google em fechar o seu serviço de respostas vai de encontro com o que o CEO Eric Schmidt tem dito aos seus colaboradores: “Mais funcionalidades, menos produtos”. Parece que esta ordem tem sido colocada em prática e os serviços que não estavam dando muito certo estão começando a ser fechados enquanto os de mais sucesso estão tendo mais atenção.

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Google se rende ao sucesso do Yahoo! Answers

Por Gilberto Jr, dia 29/11/06. 1 comentário »

Pra você que só conhece o Yahoo Answers, sim, existe, ou pelo menos existiu um Google Answers.

No blog do google eles não explicam porque. Mas Brady Forrest do blog O’Reilly Radar explica, com o gráfico abaixo. A linha vermelha subindo é o Yahoo Answers, a verde estagnada é o Google Answers, a quase invisível linha encostadinha no chão é o serviço Questions & Answers da microsoft.

comparação entre yahoo e google answers

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Digg.com sobreviverá porque é uma comunidade.

Por Gilberto Jr, dia 26/11/06. Deixe o seu comentário »

Boa parte dos sites de web 2.0 brasileiros são muito inspirados no digg.com, por isso eu considero este um assunto muito importante no nosso contexto. No vídeo acima (que eu achei no techcrunch) você pode ver (em inglês) Michele Steele da Forbes, entrevistando Jay Adailson, CEO do Digg.com.

Entre as primeiras perguntas, quando Jay começou a explicar que o digg se trata da “sabedoria das multidões”, que Tim O’Reilly cita ao falar sobre HCI (sigla em inglês para “aproveitamento da inteligência coletiva”), Michele fez uma comparação interessante para descrever o digg: “É como o American Idol para notícias”, disse ela.

Depois eles conversam sobre a audiência do site, que está em torno de 1,5 milhões de visitantes únicos por dia. Dos quais 70% usam firefox.

Questionado sobre uma possível venda do digg para algum grande player (google, yahoo ?), Jay disse que não sabe exatamente quanto o serviço vale, e que ele não está à venda.

Finalmente, o que considero ser mais interessante nesta entrevista: Jay disse que o serviço continuará vivo e crescendo porque é uma comunidade.

Então, na minha opinião, nós temos dois fatores chave para o sucesso do digg.com:

1) Um excelente trabalho no aproveitamento da inteligência coletiva, que faz com que do meio de centenas de artigos inúteis surjam alguns muito bons sem que o serviço pague moderadores para selecionar o que é bom e o que é ruim - podendo manter uma estrutura enxuta e um custo de operação relativamente baixo para um site que está entre os sites de notícia com mais audiência do mundo.

2) Comunidade. Os comentários não ficam escondidos num cantinho, a maioria dos diggs são dados pelos amigos de quem postou a notícia, aparece uma marquinha verde no canto das notícias que um amigo seu “diggou”, enfim, o digg soube fazer do seu serviço, mais do que um jeito de receber e avaliar notícias com a colaboração dos usuários, uma grande comunidade.

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