Busca para Livros: colaborar ou concorrer ?

Por Gilberto Jr, dia 15/12/06. Deixe o seu comentário »

Há pouco tempo atrás eu falei aqui sobre a nova busca para livros da Microsoft, que concorre com a busca para livros do Google.

Retencemente, o Tim O’Reilly disse algo muito interessante sobre isso. Segundo ele, o grande problema neste mercado é que cada serviço está fazendo seu próprio repositório de livros escaneados. Assim, é muito provável que você encontre um livro no Google e não encontre no serviço da Microsoft, e vice versa. A idéia vale também para outras iniciativas do gênero.

Em vez de colaborar, fazendo um grande banco de livros digitalizados e competir em outras áreas, cada um está fazendo um trabalho isolado de escaneamento dos livros. Na web todos os serviços buscam o mesmo conteúdo, porque ter conteúdos diferentes e exclusivos para livros? Essa é a pior coisa para o usuário, ter que ir a vários sistemas de busca porque sabe que cada serviço tem seu próprio banco de dados exclusivo.

Segundo ele, apenas 4% dos títulos editados estão sendo explorados comercialmente, e ainda assim as editoras não liberam muito material para ser escaneado. Desse jeito vai demorar muito até que se possa fazer uma simples busca por “gato” em todos os livros já escritos na história da humanidade e ver os resultados desde os papiros egípsios até os estudos mais recentes.

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Microsoft corre atrás do Google com nova Busca para Livros

Por Gilberto Jr, dia 7/12/06. 2 comentários »

microsoft e google book search

Microsoft avança na concorrência com o Google lançando sua busca para livros. Versões digitais substituirão o livro de papel ?

Sabemos que a missão do Google é organizar a informação do mundo. Portanto está claro para todos porque existe a busca de livros do Google. Já com a Microsoft, a impressão que o lançamento da sua nova busca de livros, Live Search Books, passa é de que eles não querem correr o risco de perder mais um grande mercado, como perderam o da busca, para o Google.

Veja uma comparação de vários produtos que a Microsoft lançou correndo atrás do Google:

  • O Google lançou o Earth, a Microsoft correu atrás com o Virtual Earth.
  • O Google lançou o AdWords, a Microsoft correu atrás com o AdCenter.
  • Google lançou o documents and spreadsheets, a Microsoft correu atrás com o Office Live.
  • Google investe pesado no Firefox, a Microsoft correu atrás com o Internet Explorer 7.
  • Google lançou o Book Search, a Microsoft agora está correndo atrás com o Live Search Books.

O fim do livro de papel ?

Toda esta corrida em direção à busca perfeita e à digitalização de todos os livros que já foram escritos nos leva a pensar sobre o futuro do livro de papel.

O mais interessante da internet é poder ter tanto conteúdo de boa qualidade quase de graça. Mas o livro ainda é, como modelo de negócio, um modo de vender um pouco mais caro o papel comprado. Geralmente os livros não são mais caros ou mais baratos de acordo com a qualidade do conteúdo, mas de acordo com a quantidade e qualidade do papel e tinta usados na impressão.

Eliminado o papel, toda a informação de um livro estaria livre para ser copiada e aproveitada à vontade. Mas já que ainda não há tecnologia que chegue perto da facilidade e conforto de ler um livro de papel, o livro digital ainda não ameaça o de papel. Mas não demorará até chegarmos neste ponto.

Então acontecerá com os livros o mesmo que está contecendo hoje com a música, será necessário buscar novos modelos de negócio para aproveitar a distribuição digital.

O que se perde oferecendo o livro num formato digital ?

Eu penso que o formato digital não tira do formato tradicional, veja porque:

  • A maioria dos que baixam um e-book não iriam comprar de qualquer jeito, o autor ganha mais exposição.
  • Alguns realmente deixarão de comprar porque baixaram a versão digital, o autor perde dinheiro mas ganha exposição.
  • Mas alguns comprarão o livro de papel justamente porque leram uns pedaços da versão digital, o autor ganha.
  • Desde que a quantidade de pessoas que compram porque leram a versão digital seja maior do que as que deixam de comprar por este motivo, distribuir a obra de graça é um bom negócio.

Ponto para a Microsoft

De qualquer maneira, todos os esforços para melhorar o aproveitamento de todo este riquíssimo conteúdo que está nas bibliotecas do mundo são muito louváveis e a Microsoft já provou várias vezes que, embora às vezes chegue mais tarde, é muito competente.

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