Serviços de video online na China

Por inhsieh, dia 19/01/07. Deixe o seu comentário »

O mercado americano sempre é a referência, mas outros países também ganharam importância nesse mundo globalizado da internet. Um desses é a China, com a segunda maior base de internautas do mundo - mais de 130 milhões de usuários.

Críticas de censura à parte, merece destaque a quantidade de sites de video online. E depois da venda do Youtube, não precisa mais nem ser um negócio da China pra valer a pena.

Segundo o Danwei.org, um dos principais blogs sobre mídia, marketing e comunicação da China, são mais de 150 sites dessa categoria, que se subdivide entre hospedagem e compartilhamento, p2p, busca, internet tv, entre outros. O ChinaVenture relata (em chinês) que esses sites receberam, desde 2004, US$ 95,5 milhões em capital de risco.

Os serviços apontados como mais populares são: 56.com, mofile.com, 5show.com, tudou.com, pomoho.com, uume.com e 6rooms.com. Pessoalmente, o que mais uso é o tudou.com (cujo nome em chinês significa batata doce).

Provavelmente você não encontrará videos dos protestos na Praça da Paz Celestial, mas certamente os virais mais famosos (e absurdos) estão lá.

ps: esse era pra ser um cross-post do meu blog (www.ArquivoChina.com), mas acabou sendo um post original. Talvez um dia eu replique por lá.

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O Globo e Estadão criam juntos um novo portal de classificados

Por Gilberto Jr, dia 7/01/07. 2 comentários »

zap Zap é o nome do novo portal de classificados, criado em uma parceria entre os jornais O Globo e Estadão, que promete ser “o mais completo, moderno e eficiente” site da categoria.

O novo site tem quatro canais verticais: imóveis (uma evolução do site planetaimovel.com), veículos, empregos e mix.

Enquanto os jornais, revistas e sites buscam fazer conteúdo de qualidade para poder vender anúncios, sites como o Zap oferecem como conteúdo os próprios anúncios. Jogada de mestre, não? Nenhuma novidade, classificados existem há muito, muito tempo.

Mas o novo portal traz uma pitadinha de web 2.0. Através das funcionalidades Critique Esta Oferta e Avaliação do Anunciante o Zap aproveita a inteligência coletiva para agregar mais valor ao seu conteúdo.

Veja a seção Quem Somos para saber mais sobre o Zap.

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Os meganichos

Por Gilberto Jr, dia 22/12/06. 1 comentário »

Em sincronia com o que temos dito aqui (e aqui também), que os brasileiros devem acordar para o mercado internacional de web em vez de se preocupar somente com o mercado brasileiro, Cezar Paz fala na sua coluna no Webinsider que “Sites de nicho em língua inglesa passam de um milhão de usuários e viram pequenos negócios viáveis”.

Veja o texto completo aqui.

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Amazon quer ser a estrutura da web 2.0.

Por Gilberto Jr, dia 21/12/06. 1 comentário »

amazonlogo.jpgAcabei de assistir à conversa entre Tim O’Reilly e o fundador da Amazon, Jeff Bezos, gravada na Web 2.0 Conference deste ano.

A conversa começou com Jeff apresentando os impressionantes números da Amazon - 61 milhões de contas ativas, por exemplo.

Depois disso ele apresentou alguns dos serviços que a Amazon oferece para desenvolvedores: S3 (Simple Storage Service) e EC2 (Elastic Compute Cloud). Anoto minha impressão sobre os dois serviços:

S3 (Simple Storage Service)
É um serviço impressionante de armazenamento de dados. Você paga somente pelo que usa:

  • 15 centavos de dolar por GB-Mês de espaço usado.
  • 20 centavos de dolar por GB de dados transferidos.

Tudo isso com APIs que tornam simples e fácil integrar seus sistema ao serviço.
Veja a página do S3 na Amazon.

EC2 (Elastic Compute Cloud)
É um serviço de processamento de dados. Como o S3, você paga conforme o uso. Assim você não precisa se preocupar com escalabilidade de processamento do seu servidor. Alguns testemunhos espontâneos dizem que depois de usar o EC2 o sistema nunca mais caiu.
Veja a página do EC3 na Amazon.

O foco dos web services da Amazon.

Estes dois serviços são usados por clientes como Microsoft e o super-hype Second Life. Mas o foco é nos pequenos desenvolvedores.

Segundo Jeff, a idéia é que no futuro será possível ir da idéia inicial a um produto de sucesso rapidamente. Atualmente há um monte de “trabalho sujo” de infra estrutura entre as duas coisas.

Ele diz que este trabalho sujo (como hospedagem, largura de banda, hardware, legado de software, decisões de compra, armazenagem de dados, servidores, capacidade de processamento, etc) ocupa 70% da energia e dinheiro das empresas.

A idéia é que essa energia seja voltada para seu produto, e que o trabalho sujo fique com a Amazon, que realmente cobra barato pelo serviço.

A plataforma de infra-estrutura da Amazon é rápida, flexivel, simples de usar e self-service. Com isso, Jeff espera aproveitar o efeito longtail e ganhar dinheiro acompanhando o crescimento de pequenas empresas de web 2.0.

A conversa entre Jeff e Tim.

Tim fez a Jeff a perfunta fundamental: Porque vocês estão oferecendo estes serviços?

Jeff respondeu que a Amazon faz isso (gerenciar infraestrutura) há 7 anos. É nisso que eles são realmente bons. E isso pode dar um bom dinheiro um dia. É uma boa oportunidade de negócio. Disse ainda que a melhor pergunta é: porque não?

O fundador da Amazon explicou também que agora a Amazon tem três focos de negócio: consumidor, revendedor e desenvolvedor.

A estrutura da web 2.0.

Jeff também deu sua definição pessoal de web 2.0. Segundo ele “Web 2.0 é computadores falando com computadores”.

Pelo jeito a Amazon quer ser a infra estrutura da web 2.0, oferecendo serviços com excelente custo-benefício que sejam interessantes tanto para as startups quanto para empresas grandes. É bom ficar de olho nos próximos serviços lançados, minha aposta é em uma plataforma de pagamento.

Veja aqui o vídeo completo da conversa.

Veja aqui a transcrição da conversa.

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Site viral é diferente de boca-a-boca

Por Gilberto Jr, dia 15/12/06. 1 comentário »

viral ou boca a boca

Falando sobre como obter sucesso do dia para a noite na internet (ou seja, sobre web 2.0), Nisan Gabbay do Mashable propõe uma diferença clara entre sites virais e sites que aproveitam o boca-a-boca.

Segundo Nisan, Viral é o serviço cuja utilidade, cujo valor, aumenta conforme seus amigos também participam. Pra que serve o orkut, g talk, messenger, skype, myspace, etc, se seus amigos não estiverem lá também ? Isso seria um serviço realmente viral.

Um serviço pode ser mais ou menos viral de acordo com o valor que é agregado para o usuário ao ter mais amigos participando.

Mas ser viral não é exclusividade de serviços de comunicação como os messengers e redes sociais. O Flickr é um bom exemplo disso. Ele já seria um serviço muito bom se fosse somente para guardar suas fotos, como um backup seguro que pode ser acessado de qualquer computador. Mas o serviço fica muito mais interessante quando você tem vários amigos que também guardam suas fotos lá, porque você pode ver as fotos deles e eles podem ver as suas facilmente e ambos podem trocar mensagens.

O digg.com é outro bom exemplo de serviço viral. É mais legal ver as notícias que um amigo seu postou ou votou do que notícias (mesmo que boas) de desconhecidos. Ler o comentário de um zé mané qualquer é uma coisa, ler o comentário do seu melhor amigo é outra coisa, totalmente diferente.

A campanha da coca-cola com o youtube tem muito mais valor se seus amigos enviarem cartões de natal pra você ou vice e versa, ou seja, é viral.

O que é o boca a boca ?

Já a campanha do Prisma da GM que é simplesmente um ótimo vídeo, é boca a boca, porque não tem nenhuma participação do usuário além da divulgação da ação. Isso pode muito bem acontecer, e acontece bastante, em relação a um comercial que passa só na TV, ou um outdoor.

Diferentemente de um serviço viral, que tem mais valor conforme os amigos do usuário também o utilizam, o boca a boca pode acontecer a respeito de qualquer serviço. Um bom jornal online, ou um blog com bom conteúdo, podem crescer rapidamente conforme os usuários recomendam uns aos outros. É bom diferenciar o que é realmente viral, orgânico, do que é um simples boca a boca.

O google se gaba de nunca ter gasto com propaganda, de ter conseguido tudo pelo boca a boca. Pra ter toda atenção que tem o Google precisou fazer o melhor serviço de busca, para que o usuário goste tanto que recomende aos amigos. Isso é boca a boca.

Pra que serve a diferença ?

Entendendo a diferença entre viral e boca a boca, quando pensarmos em uma estratégia que antes chamávamos genericamente de “viral” podemos pensar: quero viral ou boca a boca ? Boca a boca pode ser um vídeo, uma imagem, uma música… Qualquer coisa que seja interessante. Viral seria uma estratégia que só faz sentido se os amigos do usuário participarem também.

[Obrigado ao In Hsie pela dica da postagem do Nisan]

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Lei da Conservação dos Lucros

Por Gilberto Jr, dia 12/12/06. Deixe o seu comentário »

Re-publicando um ótimo artigo de Silvio Meira, que explica a Lei da Conservação dos Lucros, de Clayton Christensen, citada por Tim O’Reilly como uma das regras que definem a Web 2.0 na postagem anterior. O artigo está está licenciado sob uma Licença Creative Commons.

Leis, OSS… força… e falta dela
Publicado em 08/10/2004 por Silvio Meira.

Você juntou gente, criou um projeto do outro mundo, inovador, os clientes não podem esperar pelo valor que suas soluções vão agregar a seus negócios, como se não bastasse sua turma se juntou ao redor da mais ecológica das formas de construção de conhecimento, o modelo de código (ou conhecimento) aberto, e tudo vai muito bem… com um pequeno - mas mortal, para seu negócio - problema: como pagar as contas, no fim do mês, com os resultados de uma plataforma que gregos (seus parceiros de negócio) e troianos (gente de fora, como o governo) teimam em entender que deveria servir a tudo e a todos, de graça?

Se a resposta fosse fácil, pode ter certeza de que Bill Gates já tinha transformado a Microsoft em uma companhia baseada em OSS. Nem a discussão é fácil, pois o mundo está cheio de gente falando de cátedra sobre o assunto e suas implicações econômicas, sociais e empresariais sem nunca ter escrito uma linha de código e, pior, sem ter que, ao fim do mês, amealhar os preciosos trocados para pagar salários, infra-estrutura, aluguéis e… impostos. Teoria, parecem esquecer, é tudo aquilo que tem uma boa aplicação prática.

Pois bem, nos EUA acontece todo ano uma conferência sobre negócios “abertos”, de software, a Open Source Business Conference (SBC2004), que rolou um destes dias em San Francisco. Tão aberto, o evento, que o site da anterior já desapareceu e o endereço já aponta para a próxima (você já pode gastar o seu para se inscrever, é aos 5 e 6 de abril de 2005). Mas Phil Windley estava lá e fez, em seu blog, um bom resumo das conversas, com um link para a palestra de Clayton Christensen no topo. Isso foi em março deste ano, mas está tão atual como se tivesse sido ontem.

Christensen tem uma explicação interessante, e geral, para os negócios que fazem dinheiro, dentro dos cenários específicos em que tal acontece. Uma das regras gerais é dada pela Lei da Conservação dos Lucros (LCL): “quando os lucros desaparecem em um estágio da cadeia de valor, porque um produto se torna modular e comoditizado, a oportunidade de ter lucros mais atrativos com produtos proprietários (fechados) vai emergir, usualmente, em um estágio adjacente àquele onde os lucros desapareceram”. Ou seja, quando a IBM padroniza, modulariza e comoditiza o PC, o lucro sai daí (pelo menos no modelo “normal” de negócios) e aparece na camada de cima, de software, onde… Bill Gates é “construído” pela própria IBM. Não é difícil imaginar, hoje, porque a empresa de White Plains tem uma estratégia para Linux, para se contrapor ao desktop de Gates, na esperança de que… à medida que o desktop se comoditiza… como é que é mesmo?

Se o desktop - o sistema operacional do desktop - se comoditiza e pode ser qualquer um, é muito provável que ele vai poder ser qualquer um mesmo, grátis, e ninguém vai ganhar qualquer dinheiro aí. Para os interessados, uma boa leitura (de alerta) sobre o estado dos negócios de open source é o excelente texto The Open Source Paradigm Shift, de Tim O’Reilly, publicado em maio deste ano. O’Reilly diz, basicamente, que ainda estamos no princípio da história de Open Source e que o campo deveria ser tratado (também) como um espaço de pesquisa séria, sobre as conseqüências econômicas, de modelos de trabalho e negócios, seus efeitos em cadeia e em rede e, principalmente, qual a relação do paradigma com o entendimento de software como serviço. Coisa que parece, aliás, muito quente, com companhias de todos os tipos e tamanhos (lucros, vide Google), usando ambientes e plataformas desenvolvidas sob a ótica open source para reduzir seus custos (e não só de transação), aumentar seus lucros e… sem retornar (ainda…) parte destes resultados para os responsáveis pelas plataformas de que fazem uso. O’Reilly leu Thomas Kuhn.

Uma conversa muito interessante, para quem tem tempo, é a do próprio Clayton Christensen na OSBC2004, um áudio de mais de hora e meia que está em IT Conversations, com O’Reilly na audiência e dando pitacos legais, para a qual as transparências, esquisitamente, estão aqui… na Coréia. Uma das idéias centrais da palestra é a Lei da Conservação da Modularidade (LCM), que serve de base para a LCL. A LCM diz que “em determinado estágio de uma cadeia de valor, quando a funcionalidade e confiabilidade ainda não são boas o suficiente, a arquitetura deve ser proprietária e interdependente de forma a otimizar performance. Como conseqüência, as arquiteturas dos estágios adjacentes de agregação de valor devem se tornar modulares e conformáveis, de forma a otimizar o que ainda não é bom o suficiente”. Na plataforma Windows, as aplicações têm que ser sub-otimizadas, porque o processo de otimização do sistema operacional leva a isso… e resulta num monte de dinheiro sendo ganho no nível de negócio do sistema operacional. As evidências estão aí, e não implicam em que não se ganhe (muito) dinheiro ao redor de Windows. No caso reverso, de software aberto, como a plataforma (Linux, MySQL, Apache) é modular e conformável, ela acaba tendo que ser integrada a algum nível adjacente da cadeia de valor para criar valor por lá (como fazem Google, Amazon…). No caso de firmas verticais, como a IBM, fica mais fácil fazer as devidas integrações, mesmo quando as plataformas são fechadas e o processo só está sendo levado a cabo para manter os lucros “atrativos”, como quer a LCL.

O problema que resta para os mortais comuns que estão do lado de cá do mercado (e normalmente desassistidos pelas “leis”, a não ser quando nos juntamos em muito grande número) é descobrir como, ou se, algum dia, haverá um conjunto de modelos de negócios (em rede) que seja ao mesmo tempo social e econômico-financeiramente sustentável. Isso sem que tenhamos que comprar (ou trabalhar para) a IBM ou rezar para que o governo (brasileiro) pare um pouco para pensar em que modelos de negócio de software são - dentro do cenário mundial - interessantes para o país e que deveriam, como tal, servir de base para pelo menos parte da política nacional do setor. Falando nisso, o setor de software, no Brasil, do ponto de vista político, não está pendendo nem para o aberto nem para o fechado, nem para o modular nem para o proprietário. Está em ponto morto, quase engatando uma ré, segundo alguns críticos que tenho ouvido. A esperança parece ser a força que umas duas dúzias de companhias estão fazendo para atingir o mercado internacional, antes de serem atingidas, aqui, por ele.

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Localização importa bastante na web.

Por Gilberto Jr, dia 12/12/06. Deixe o seu comentário »

flickr clone

Num balanço do mercado Web em 2006, Richard MacManus do blog Read/Write web, fala um pouco sobre a importância da localização. Ele diz que o conhecimento da língua e da cultura local são diferenciais importantes na concorrência contra grandes players internacionais. Segundo ele, em alguns países players locais derrotam gigantes como google e yahoo por causa destes diferenciais.

Ele fala também em outra postagem sobre os clones, (sobre os quais falamos nesta série: parte 1, partes 2 e 3). Segundo Richard, há uma tendência no mundo inteiro em fazer clones regionais de casos estadunidenses de sucesso, como digg e o flickr. Embora haja casos de sucesso do ponto de vista de negócio, nós concordamos com Richard que há ainda muito espaço para inovações e que a criatividade dos mercados não-estadunidenses pode trazer grandes e boas novidades.

O caso que mais gosto de citar são os franceses do Netvibes.com, que na minha opinião ganham de lavada do Google e da Microsoft no mercado de personal home page.

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