Programação 2.0

Por Gilberto Jr, dia 6/01/07. Deixe o seu comentário »

Comentando um e-mail que recebeu, Tim O’Reilly disse que o princípio do pensamento que levou ao conceito de Web 2.0 foi a análise das mudanças ocorridas na programação na última década.

Brian DeLacy aponta quais seriam essas mudanças, que denotam uma mudança de paradigma nesta área:

programação2.0

É interessante saber que no início da internet os programadores viam com preconceito as novas linguagens. E hoje softwares que são clássicos do desktop estão migrando para a web. No entanto é bom lembrar que mesmo na web é possível trabalhar com linguagens robustas como o Java, utilizando frameworks como o GoogleWebToolkit, e ter os mesmos resultados (ou até melhores) que com linguagem como asp e php.

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Os meganichos

Por Gilberto Jr, dia 22/12/06. 1 comentário »

Em sincronia com o que temos dito aqui (e aqui também), que os brasileiros devem acordar para o mercado internacional de web em vez de se preocupar somente com o mercado brasileiro, Cezar Paz fala na sua coluna no Webinsider que “Sites de nicho em língua inglesa passam de um milhão de usuários e viram pequenos negócios viáveis”.

Veja o texto completo aqui.

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A reconstrução comunicativa.

Por Diego Cox, dia 20/12/06. Deixe o seu comentário »

A Web 2.0 vem derrubando diversos paradigmas há tempo instituídos pela comunicação. As transformações extrapolam os mares da Internet e começam a invadir o cotidiano. Talvez, a mutação mais consistente seja a reconstrução do “Flow Comunicativo” que, de fato, já esta ocorrendo. Entende-se como “flow comunicativo” o fluxo que a comunicação percorre entre o emissor e o receptor.

Observamos no fluxo tradicional (TV, rádio, mídia impressa) que a relação emissor-receptor é unilateral. Onde o emissor desenvolve a mensagem e a transmite através de algum meio utilizado como canal comunicativo. Já o receptor tem uma atuação passiva e apenas consome a mensagem. Com a introdução da Web 2.0 essa relação esta sendo totalmente remodelada.

Tudo começa quando o emissor deixa de ser o “dono da verdade”, pois, o receptor além de consumir interage e participa da mensagem. Acaba assim a ditadura comunicativa e, o emissor, cada vez mais, deve tomar muito cuidado e ter muita consciência do que publica.

Os Blogs são um excelente exemplo dessa nova relação. A partir de um texto publicado em um blog o receptor pode participar da comunicação questionando o emissor. Assim, a relação unilateral antes predominante torna-se bilateral e circular pois, geralmente, ao questionar o emissor esse responde ao receptor e a mensagem nunca termina, esta sempre sendo discutida.

Assim funciona na Web 2.0: a democratização da comunicação. O receptor ganha seu - merecido - lugar ao sol e, definitivamente estirpa a ditadura comunicativa. Sem dúvida, esse foi um dos quesitos que a revista “Time” considerou ao eleger “você” como a pessoa do ano de 2006.

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Web 2.0 é a pessoa do ano da Time.

Por Gilberto Jr, dia 18/12/06. Deixe o seu comentário »

time web 2.0Depois da newsweek, é a vez da Time falar sobre web 2.0.

A revista estadunidense diz que a nova web é comunidade e colaboração numa escala jamais vista. Diz também que é uma explosão de produtividade e inovação que está apenas começando, conforme milhões de mentes que de outra forma ficariam no ostracismo entram na economia intelectual global.

Quando a Time diz que a pessoa do ano somos nós, não está falando do tiozinho da barraquinha de cachorro quente. Está falando do cara que depois de um longo dia de trabalho pára para fazer um vídeo no youtube estrelando sua iguana de estimação, que deixa o último episódio do lost para blogar seus pensamentos, para enviar uma matéria para o digg, para enviar fotos no flickr, para trocar scraps no orkut… Enfim, a pessoa do ano da times não é todo mundo, é a Web 2.0, porque nós somos a web 2.0.

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Lei da Conservação dos Lucros

Por Gilberto Jr, dia 12/12/06. Deixe o seu comentário »

Re-publicando um ótimo artigo de Silvio Meira, que explica a Lei da Conservação dos Lucros, de Clayton Christensen, citada por Tim O’Reilly como uma das regras que definem a Web 2.0 na postagem anterior. O artigo está está licenciado sob uma Licença Creative Commons.

Leis, OSS… força… e falta dela
Publicado em 08/10/2004 por Silvio Meira.

Você juntou gente, criou um projeto do outro mundo, inovador, os clientes não podem esperar pelo valor que suas soluções vão agregar a seus negócios, como se não bastasse sua turma se juntou ao redor da mais ecológica das formas de construção de conhecimento, o modelo de código (ou conhecimento) aberto, e tudo vai muito bem… com um pequeno - mas mortal, para seu negócio - problema: como pagar as contas, no fim do mês, com os resultados de uma plataforma que gregos (seus parceiros de negócio) e troianos (gente de fora, como o governo) teimam em entender que deveria servir a tudo e a todos, de graça?

Se a resposta fosse fácil, pode ter certeza de que Bill Gates já tinha transformado a Microsoft em uma companhia baseada em OSS. Nem a discussão é fácil, pois o mundo está cheio de gente falando de cátedra sobre o assunto e suas implicações econômicas, sociais e empresariais sem nunca ter escrito uma linha de código e, pior, sem ter que, ao fim do mês, amealhar os preciosos trocados para pagar salários, infra-estrutura, aluguéis e… impostos. Teoria, parecem esquecer, é tudo aquilo que tem uma boa aplicação prática.

Pois bem, nos EUA acontece todo ano uma conferência sobre negócios “abertos”, de software, a Open Source Business Conference (SBC2004), que rolou um destes dias em San Francisco. Tão aberto, o evento, que o site da anterior já desapareceu e o endereço já aponta para a próxima (você já pode gastar o seu para se inscrever, é aos 5 e 6 de abril de 2005). Mas Phil Windley estava lá e fez, em seu blog, um bom resumo das conversas, com um link para a palestra de Clayton Christensen no topo. Isso foi em março deste ano, mas está tão atual como se tivesse sido ontem.

Christensen tem uma explicação interessante, e geral, para os negócios que fazem dinheiro, dentro dos cenários específicos em que tal acontece. Uma das regras gerais é dada pela Lei da Conservação dos Lucros (LCL): “quando os lucros desaparecem em um estágio da cadeia de valor, porque um produto se torna modular e comoditizado, a oportunidade de ter lucros mais atrativos com produtos proprietários (fechados) vai emergir, usualmente, em um estágio adjacente àquele onde os lucros desapareceram”. Ou seja, quando a IBM padroniza, modulariza e comoditiza o PC, o lucro sai daí (pelo menos no modelo “normal” de negócios) e aparece na camada de cima, de software, onde… Bill Gates é “construído” pela própria IBM. Não é difícil imaginar, hoje, porque a empresa de White Plains tem uma estratégia para Linux, para se contrapor ao desktop de Gates, na esperança de que… à medida que o desktop se comoditiza… como é que é mesmo?

Se o desktop - o sistema operacional do desktop - se comoditiza e pode ser qualquer um, é muito provável que ele vai poder ser qualquer um mesmo, grátis, e ninguém vai ganhar qualquer dinheiro aí. Para os interessados, uma boa leitura (de alerta) sobre o estado dos negócios de open source é o excelente texto The Open Source Paradigm Shift, de Tim O’Reilly, publicado em maio deste ano. O’Reilly diz, basicamente, que ainda estamos no princípio da história de Open Source e que o campo deveria ser tratado (também) como um espaço de pesquisa séria, sobre as conseqüências econômicas, de modelos de trabalho e negócios, seus efeitos em cadeia e em rede e, principalmente, qual a relação do paradigma com o entendimento de software como serviço. Coisa que parece, aliás, muito quente, com companhias de todos os tipos e tamanhos (lucros, vide Google), usando ambientes e plataformas desenvolvidas sob a ótica open source para reduzir seus custos (e não só de transação), aumentar seus lucros e… sem retornar (ainda…) parte destes resultados para os responsáveis pelas plataformas de que fazem uso. O’Reilly leu Thomas Kuhn.

Uma conversa muito interessante, para quem tem tempo, é a do próprio Clayton Christensen na OSBC2004, um áudio de mais de hora e meia que está em IT Conversations, com O’Reilly na audiência e dando pitacos legais, para a qual as transparências, esquisitamente, estão aqui… na Coréia. Uma das idéias centrais da palestra é a Lei da Conservação da Modularidade (LCM), que serve de base para a LCL. A LCM diz que “em determinado estágio de uma cadeia de valor, quando a funcionalidade e confiabilidade ainda não são boas o suficiente, a arquitetura deve ser proprietária e interdependente de forma a otimizar performance. Como conseqüência, as arquiteturas dos estágios adjacentes de agregação de valor devem se tornar modulares e conformáveis, de forma a otimizar o que ainda não é bom o suficiente”. Na plataforma Windows, as aplicações têm que ser sub-otimizadas, porque o processo de otimização do sistema operacional leva a isso… e resulta num monte de dinheiro sendo ganho no nível de negócio do sistema operacional. As evidências estão aí, e não implicam em que não se ganhe (muito) dinheiro ao redor de Windows. No caso reverso, de software aberto, como a plataforma (Linux, MySQL, Apache) é modular e conformável, ela acaba tendo que ser integrada a algum nível adjacente da cadeia de valor para criar valor por lá (como fazem Google, Amazon…). No caso de firmas verticais, como a IBM, fica mais fácil fazer as devidas integrações, mesmo quando as plataformas são fechadas e o processo só está sendo levado a cabo para manter os lucros “atrativos”, como quer a LCL.

O problema que resta para os mortais comuns que estão do lado de cá do mercado (e normalmente desassistidos pelas “leis”, a não ser quando nos juntamos em muito grande número) é descobrir como, ou se, algum dia, haverá um conjunto de modelos de negócios (em rede) que seja ao mesmo tempo social e econômico-financeiramente sustentável. Isso sem que tenhamos que comprar (ou trabalhar para) a IBM ou rezar para que o governo (brasileiro) pare um pouco para pensar em que modelos de negócio de software são - dentro do cenário mundial - interessantes para o país e que deveriam, como tal, servir de base para pelo menos parte da política nacional do setor. Falando nisso, o setor de software, no Brasil, do ponto de vista político, não está pendendo nem para o aberto nem para o fechado, nem para o modular nem para o proprietário. Está em ponto morto, quase engatando uma ré, segundo alguns críticos que tenho ouvido. A esperança parece ser a força que umas duas dúzias de companhias estão fazendo para atingir o mercado internacional, antes de serem atingidas, aqui, por ele.

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Regras que definem a Web 2.0

Por Gilberto Jr, dia 12/12/06. 1 comentário »

tim o'reillySe um dia alguém me perguntar “o que é web 2.0″ eu tentarei definir em poucas palavras e direi: se você quiser saber mais, clique na tag lá no w2br. Esse é meu sonho, que nós, esta comunidade, reflitamos e consigamos definir e entender bem a web 2.0 para tirar o melhor proveito nesta nova geração, no contexto brasileiro.

Seguindo este princípio, transcrevo trechos de outra postagem do Tim O’Reilly que tenta mais uma vez definir em poucas palavras e algumas regras (diferentemente do que fez da primeira vez com um artigo enorme) o que é Web 2.0.

A melhor definição sucinta de web 2.0

Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede pra se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.

As regras que definem a web 2.0.

      1. O beta perpetuo.
      Não trate software como um artefato, mas como um processo de comprometimento com seus usuários.

      2. Pequenas peças frouxamente unidas
      Abra seus dados e serviços para que sejam reutilizados por outros. Reutilize dados e serviços de outros sempre que possível.

      3. Software acima do nível de um único dispositivo.
      Não pense em aplicativos que estão no cliente ou servidor, mas desenvolva aplicativos que estão no espaço entre eles.

      4. A Lei da Conservação de Lucros, de Clayton Christensen.
      Lembre-se de que em um ambiente de rede, APIs abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a idéia de vantagem competitiva vá embora.

      5. Dados são o novo “intel inside”
      A mais importante entre as futuras fontes de fechamento e vantagem copetitiva serão os dados. Seja através do aumento do retorno sobre dados gerados pelo usuário (ebay, amazon reviews, informações do audioscrobbler na last.fm, dados de tráfego de email/IM/Telefone desde que quem tem estes dados saiba como usa-los para desenvolver aplicativos de redes sociais, GPS e outros dados de localização), seja sendo dono de um nome (Gracenote/CDDB, Network Solutions), ou através de formatos de arquivo proprietários (MS Office, iTunes).

Pra que regras ?

Sei que muita gente tem aversão a regras. Mas é necessário que haja uma padronização no que pensamos que seja web 2.0, para que possamos nos comunicar e aproveitar melhor estes princípios. E ninguém melhor para definir o conceito que o seu próprio criador e maior evangelista.

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Por que não usar web 2.0 e redes sociais no ensino?

Por Gilberto Jr, dia 7/12/06. 2 comentários »

Artigo de Humberto Zanetti no Webinsider fala sobre as vantagens da web 2.0 para a área da educação. Alguns trechos:

O aluno pode se tornar um agente pensante que veja nessas ferramentas [wikis e blogs] a oportunidade ideal, estimulado pela possibilidade de formar e trocar conhecimentos. O professor por sua vez terá a oportunidade de verificar aspectos muitas vezes difíceis de serem identificados na sala de aula, como a capacidade de elaborar textos, pesquisar sobre um assunto, dar uma opinião e debater a de outros.

Essa rede de comunicação também pode agregar valores à instituição de ensino. Um wiki bem desenvolvido, por exemplo, pode ser usado como ferramenta de pesquisa para alunos futuros, formando uma enciclopédia particular.

Realmente o ambiente educacional, tão prolífico em novas idéias, tem tudo a ver com web 2.0. Aproveitar a inteligência coletiva dos alunos para trazer benefícios para os próprios alunos é muito interessante. Ferramentas como wikis e comunidades podem ajudar também na difícil tarefa de encorajar a colaboração entre alunos de turmas e disciplinas diferentes.

Leia o artigo completo no webinsider.

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